Para exemplificar como é calculado o GEE de uma propriedade, o agrônomo Rogério Giovanini mostrou um exemplo típico, de uma área de 726 hectares. ‘‘O tamanho é o mínimo exigido pelo Incra para desapropriação’’, explica. Do total ele separou 40 hectares como área de preservação permanente e outros 20 hectares inaproveitáveis que são estradas, sedes, barracões e trechos sem condições de cultivo.
Sobraram 666 hectares. ‘‘Neste ponto, calculamos o Grau de Utilização da Terra (GUT), que no caso será acima de 80%, e portanto dentro das exigências do Incra’’. Para as lavouras de milho e aveia foram reservados 50 hectares, em área para reforma de pastagens. O milho rendeu no total 216 toneladas e a aveia 40 toneladas de massa verde.
Outros 10 hectares são ocupados por plantação de eucalipto em formação. Sobram 606 hectares de pastos, onde estariam 620 bovinos com mais de dois anos, 330 com menos de dois anos, 25 equinos e 70 ovinos. Para chegar à Unidade Animal (UA), os 620 bovinos adultos são multiplicados por 0,87. Os 330 bezerros por 0,37, os equinos por 1,00 e os ovinos por 0,25. Os resultados somados resulta em 704,5 UAs.
No mapa, as 704,5 UAs serão divididas pelo índice indicado pelo Incra, que no caso é de 1,2, resultando em 587 hectares. O milho, que produziu 216 toneladas, é dividido pela média exigida, de 1,9, que daria 113,68 hectares. A aveia, que não tem índice estipulado, tem a área de plantio dividida por um, ou seja, 50 hectares, e o eucalipto que ainda não está em produção, por 80, que resulta em 8. O resultado será de 758,68 hectares equivalentes.
Para se chegar ao resultado total, é preciso dividir o número final, que é 758,68, pela área aproveitada da propriedade, os 666 hectares. O resultado será multiplicado por 100, alcançando no caso a média de 113,91%, portanto acima dos 100% exigidos no GEE. Giovanini esclarece que este é apenas um exemplo, e que cada caso deve ser estudado para se chegar aos resultados ideais antes da introdução de uma cultura.(M.Z.)

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