Tal pai, tais filhas
O interesse e o envolvimento das filhas é visto com naturalidade pelo pai, o produtor Natal Santo Pontello. ''É preciso que dêem continuidade aos serviços'', diz. ''Fui criado na lavoura e acredito que os filhos puxam o lado do pai''.
Ele destaca ainda a dificuldade em manter boa mão-de-obra no campo. ''Ninguém quer mais saber do serviço da roça. Com esses programas do governo, preferem a cidade onde têm quase tudo de graça'', completa.
Sem esconder o orgulho, Pontello destaca que o interesse de Graziele e Suelen o faz ''trabalhar com mais gosto''. Além da pecuária e da produção de grãos, ele confia às meninas algumas responsabilidades no banco e na cooperativa. Nesse locais, segundo ele, já passou o período de surpresa, as moças são tratadas com naturalidade. ''Os agrônomos já se acostumaram a conversar com elas''.
No processo de sucessão, Pontello prepara também o filho adotivo, Mateus, de 13 anos, para o serviço. O menino, segundo as irmãs, demonstra mais interesse pela atividade pecuária. (C.G.)





