Sustentabilidade depende de solos vivos
A sustentabilidade de uma propriedade, avisa José Ferraz, depende basicamente de manter o solo vivo, ou seja, deve-se procurar ''manter ativos todos os organismos como minhocas, fungos e bactérias e também um alto nível de matéria orgânica, responsável pela vida do solo, para alimentar essa vida. Manter o plantio de mata nativa, pois quando se planta uma árvore, planta-se água''.
Segundo ele, em alguns países europeus, esses ''serviços ambientais'' prestados pelo agricultor, retornam em vantagens, como acesso mais fácil e mais barato a financiamentos. No Brasil, isso não acontece, mas é uma boa ''bandeira'' para se defender. Com o tempo e os resultados o produtor não vai mais sentir falta daquelas áreas que ficaram intocadas na beira do rio ou reclamar dos custos para restaurar uma mata ciliar.
Para cumprir as funções básicas da sustentabilidade, ou seja, evitar o assoreamento dos mananciais, manter a biodiversidade e servir como corredor ecológico, o pesquisador garante que o tempo de recuperação de Áreas de Proteção Permanente (APP), por exemplo, pode ser de aproximadamente 10 anos. Tudo vai depender da propriedade e do nível de degradação.
Por isso, ele indica que o produtor busque o quanto antes se adequar às leis ambientais. Algumas áreas, segundo o pesquisador, têm grande potencial de auto-recuperação e quando isoladas corretamente há possibilidade de fazer o trabalho com custos mais baixos. (C.B.)





