Em regiões de pecuária especializada, onde utiliza-se suplementação para engorda de bovinos, o pecuarista pode escolher uma variedade de produtos para aumentar o desfrute do seu rebanho. Especialmente na época em que os pastos não oferecem alimento de qualidade e em quantidade para o gado.
‘‘Numa média geral, nessas regiões, o desfrute do rebanho brasileiro é de 15% a 20% com uso de qualquer suplementação,’’ afirma o agrônomo Aldo Martins Figueiredo, de uma de Campo Grande (MS), que comercializa uma ração líquida de suplementação.
Alguns propriedades do Mato Grosso do Sul, segundo ele, estão usando a ração líquida que tem cor marrom e é semelhante ao melado da cana. O agrônomo garante que o uso pode aumentar em 9% o desfrute de animais. ‘‘Além disso, demanda menos mão-de-obra e pode ser feito sob condições climáticas desfavoráveis (com muita chuva), ficando mais econômico para o criador.’’
Figueiredo garante que o produto líquido já é usado nos Estados Unidos, e chegou ao Brasil há três anos, com a implantação da fábrica em Campo Grande. ‘‘Atualmente a empresa produz três mil toneladas de ração líquida por mês e atende três mil clientes em alguns Estados brasileiros’’, explica Figueiredo.
O agrônomo afirma que a suplementação líquida é uma alternativa do complemento mineral para bovinos em relação às rações sólidas convencionais, elaboradas com milho, farelo de soja e trigo, sal mineral e outros componentes.
Nas águas e na seca O produto pode ser usado no período da seca, quando o rebanho exige mais cuidados em suplementação, pela falta de pastagem de qualidade; e também nas águas, garantindo mantença de peso em bezerros na desmama precoce até a cria’’, afirma o agrônomo. A ração líquida, segundo os fabricantes, é composta de ingredientes que fornecem energia, proteínas e minerais existentes nas demais rações sólidas.
A diferença do produto está na uréia ‘‘slow-realese’’, de liberação lenta, que, prometem os fabricantes, ‘‘garante um aumento de 20% a 30% na digestibilidade do capim por parte do organismo do bovino.’’
De acordo com o veterinário, especialista em Nutrição Animal e professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Antônio João de Almeida, que também é consultor da empresa, uma das vantagens é a conversão alimentar. Outra é a facilidade de controlar o consumo no cocho, exigindo pouca mão-de-obra.
‘‘Por apresentar a uréia slow-realese, o produto permite maior aproveitamento da massa seca (capins ou feno), pois aumenta a digestão da fibra pelo animal. Outra vantagem é a presença de minerais quelatados ou proteinados, que proporciona uma maior absorção desses minerais pelo organismo do animal,’’ destaca Almeida.
No manejo proposto, os animais têm acesso ao alimento por no mínimo 15 dias, sem que o criador tenha que repor o produto nos cochos. Em caso de chuvas, Almeida avisa que não há dificuldades. ‘‘Como a suplementação possui densidade maior do que a água (23,4%) os líquidos não se misturam’’. Além disso, segundo o veterinário, a uréia de liberação lenta existente na suplementação não causa intoxicação aos animais; nem mesmo aos bezerros.

mockup