Curitiba - As floriculturas das grandes cidades do Paraná enfrentam a concorrência dos supermercados. Isto deve ocorrer inclusive no Dia de Finados - como no ano passado -, quando esperam vender acima da média, conforme o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Flores e Plantas de Curitiba e Região Metropolitana (Sindiplan), Francisco Macedo Machado.
O vaso de crisântemo, principal produto desta época do ano, cujo custo para as floriculturas sai por R$ 3,00 a R$ 3,50 a unidade - conforme o volume de compras -, pode ser encontrado por R$ 2,70 nos supermercados. No entanto, as floriculturas, ano passado, tinham que vender o vaso por R$ 5,00, para não ter prejuízo.
Machado lembra do tempo que vendia cerca de mil vasos de crisântemo em sua floricultura. Hoje ele não vende 100 vasos. O comerciante disse que outra ''frente de batalha'' das floriculturas para não terem prejuízo no Dia de Finados é conseguir a redução da venda volante de flores nas imediações dos cemitérios. Machado destaca que a prefeitura vinha dando licença para cerca de 300 vendedores ambulantes e para este ano, acredita que pelo menos 200 postos pediram cancelamento.
Para driblar essa concorrência, as floriculturas se esmeram em oferecer qualidade. Também estão apostando no atendimento diferenciado como decoração e arranjos florais de festas, casamentos, funerais e outros. O sindicato congrega cerca de 700 empresas que estão fazendo de tudo para ''não fechar as portas''.
Segundo Machado, as floriculturas de Curitiba e Região Metropolitana ainda compram muitas flores de Holambra SP, cerca de 30 caminhões-baú/semana. Calcula-se que os paulistas são responsáveis por 90% da oferta de flores para Curitiba.
As floriculturas de médio e grande porte têm receio em comprar muitas flores dos fornecedores locais, que ainda não têm regularidade na entrega da produção. Elas temem perder o fornecimento por parte da Holambra, cujo poder de fogo é muito grande.

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