Depois de muito tempo de baixos preços e altos custos de produção, que levou a suinocultura brasileira a uma crise que pressionou os produtores a reduzirem os seus plantéis, o setor começa a se recuperar, e assim deve continuar em 2014, acredita Marcelo Dias Lopes, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS).
Ele explica que, com o baixo número de matrizes, o mercado ficou desabastecido, fator que motivou a elevação dos preços. Hoje, o valor médio pago ao produtor pode variar entre R$ 3,60 e R$ 3,70 o quilo. Há um ano, nesse mesmo período, o valor médio não passava de R$ 2,10, a um custo de produção de R$ 3.
O presidente da ABCS lembra que o preço do suíno começou a ser vantajoso a partir do segundo semestre deste ano. "O trabalho de marketing ajudou a aquecer o consumo de carne suína." Com menos carne no mercado e a elevação do consumo, principalmente com a chegada das festas de final de ano, o setor volta a ter um certo alívio. Para o próximo ano, Lopes acredita que o preço da carne suína deve ficar equilibrado, mantendo o patamar atual.
Porém, para que não haja um novo desequilíbrio no mercado, Lopes recomenda que os suinocultores mantenham inalterados os seus plantéis. "No ano que vem não pode haver aumento de preços", salienta Lopes. Em relação à demanda, o presidente estima que deve continuar em alta.

Produção
O plantel nacional suínos é de 1,6 milhão de matrizes. Só neste ano, o Brasil já produziu 3,5 milhões de toneladas de carne. A estimativa de abate para 2013 é de 36,7 milhões de cabeças. Desse total, o Paraná possui uma participação de 19,7%, sendo o terceiro maior produtor de suínos, atrás de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
No Paraná, a produção está concentrada principalmente na região de Toledo, que chega a representar 38,6% do Valor Bruto de Produção (VBP) da suinocultura do Estado. O segundo núcleo regional de produção é Cascavel, que corresponde a 17,9%, seguido de Ponta Grossa (13,2%) e Francisco Beltrão (9,0%). Os demais núcleos, que somam 19, representam 21,2% do total. Ao todo, a suinocultura representa 4,8% do VBP paranaense, correspondendo a R$ 2,62 bilhões.
O presidente da Associação Paranaense de Suinocultores (APS), Darci Backes, também alerta que para que o setor continue crescendo, os produtores não podem aumentar o seu plantel. "Se não houver uma mudança no plantel, 2014 deverá ser um bom ano para o setor", comemora o dirigente. (R.M.)

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