Suculência e sabor na mesa do Natal
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sábado, 22 de dezembro de 2007
Raquel de Carvalho<br> Reportagem Local 
Um dos componentes importantes na mesa da ceia ou do almoço das festas de fim de ano é a carne. As opções de tipos e receitas são variadas e a escolha depende do gosto da família. No preparo, valem a criatividade e técnicas e misturas que conferem aos pratos sabores especiais. Essas festas contribuem para que as pessoas descubram novas alternativas de consumo, como no caso da carne suína e de cordeiro (ver matéria nesta página).
A principal orientação aos consumidores é a compra dos produtos em condições sanitárias de produção e abate. Produtos inspecionados são garantia de qualidade e saúde. Paulo Caetano Magro, proprietário de casa de carnes em Londrina, afirma que é fácil encontrar vendedores que oferecem produtos a preços mais baixos, porém de procedência duvidosa. O presidente da Associação de Criadores de Ovinos do Norte do Paraná (Aconorpa), José Tieo Takahashi, alerta que ovinos abatidos sem inspeção podem transmitor parasitas ao homem.
Cortes diferenciados também fornecem opções para preparar bons pratos. Magro cita como exemplo um corte de lombo, que permite que o tempero se infiltre em toda a carne. ''A peça inteira não ficaria com o mesmo sabor'', diz o empresário.
Leitoa, pernil, lombo, picanha de boi, de suíno ou de cordeiro são as opções para a ceia. Levando em conta os cuidados com o tipo de carne escolhido e usando receitas conhecidas com um toque especial, a família poderá celebrar a ceia com alimentos saborosos.
A carne de boi é presença certa no cardápio do brasileiro, seja no dia-a-dia, nos churrascos de fim de semana ou em ocasiões especiais. Porém, numa data como o Natal, o prato merece um toque diferente e para isso valem as dicas de especialistas, como o churrasqueiro Fernando Honório da Silva (ver infográfico nesta página).
O mercado da carne bovina passou neste ano por uma situação diferente do que ocorreu em outros períodos. O produtor obteve melhoria nos ganhos, principalmente no segundo semestre, graças à redução de oferta, provocada por dois fatores. O primeiro foi o fim da disponibilidade dos animais confinados e a falta de bois engordados no pasto, devido à estiagem prolongada. O outro é resultante de um processo ocorrido há cerca de quatro anos, quando os produtores decidiram abater matrizes, em função do baixo preço do produto.
O mercado também sentiu os reflexos do aumento do consumo, principalmente entre as classes mais pobres, que tiveram melhoria de renda por causa de programas sociais do governo. Esse grupo deverá se beneficiar dos preços mais baixos também no Natal, com uma ceia mais farta.


