‘‘Os produtos à base de amora são o nosso carro chefe. O suco tem tanta procura quanto a coca-cola’’. A afirmação é da empresária Jandira Strass, proprietária da Strassberg Tortas Alemãs, localizada na PR-445, no trevo do distrito da Warta, Zona Norte de Londrina. O consumo de amoras da casa ultrapassa cinco mil quilos/ano, revela. Boa parte dos frutos são produzidos na propriedade da família.
  No cardápio do restaurante a fruta entra nas receitas de sucos, tortas e geléias. ‘‘O sabor exótico da amora agrada a todos’’, afirma. A casa possui estrutura de congelamento dos frutos, para garantir o fornecimento dos quitutes durante o ano todo.
  Jandira conta que seu marido, o engenheiro agrônomo Jorge Strass, falecido em 2003, iniciou o cultivo da amora silvestre, no mesmo período que o produtor Ely Moritz, ambos incentivados pelo pesquisador do Iapar, Antônio Kishino. Sobre a confusão entre a classificação da fruta como amora ou framboesa, a empresária informa que, no instituto, a fruta está registrada como framboesa. ‘‘A framboesa exige climas mais frios, então, não se adaptaria à nossa região. Com certeza, a fruta que cultivamos é a amora silvestre’’, garante.
  Segundo informações retiradas da Internet, existe um número elevado de espécies dentro do gênero da amora-preta, perto de 300, altamente heterozigotas e também híbridas. Sua origem não é muito definida, possuindo características de adaptação climática muito variada, podendo encontrar cultivares com exigência em frio desde 100 horas até as que exigem mil horas de frio (abaixo de 7ºC) para quebra da dormência. Já foram observadas espécies no Hemisfério Norte (EUA, onde seu cultivo racional se iniciou no século passado), no círculo Ártico, e muitas ilhas oceânicas, comprovando sua ampla adaptação à diferentes condições climáticas.   
O sucesso da fruta nos quitutes da Strassberg foi tanto que estimulou os proprietários a aumentar a área plantada. ‘‘Já chegamos a produzir cerca de 30 mil quilos de amora’’, afirma Jandira Strass . O excedente de produção era comercializado em São Paulo, com empresas de frutas congeladas. Infelizmente, com uma doença que acometeu Jorge Strass, a área foi reduzida e hoje tem menos de um alqueire. Para atender a crecente demanda de amoras, a empresária conta com a produção de Moritz. ‘‘Estamos novamente investindo na ampliação dos pomares. O mercado para a fruta é muito bom’’, garante.
  A empresária também não vê dificuldades no cultivo da amoreira. ‘‘É de fácil cultivo, não sofre com ataque de pragas, não exige o uso de defensivos’’, garante.

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