Subprodutos da palmeira têm mercado
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sexta-feira, 30 de setembro de 2005
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
De textura, coloração e paladar bastante semelhantes aos palmitos jussara e açai - mais consumidos no País - o mercado da palmeira real australiana é bastante promissor. Segundo João Viotto, 90% do palmito consumido no Brasil, hoje, ainda é extraído da floresta amazônica.''Por ano são derrubadas cerca de 400 milhões de árvores'', calcula. Ele acredita que o potencial produtivo nacional ainda nem começou a ser explorado. ''Nossa produção de palmeira real e pupunha é recente e não tem condições de substituir o extrativismo, por isso as oportunidades de lucrar nessa atividade são enormes'', afirma.
A falta de palmito no mercado também tem estimulado as indústrias a comprar.
''Hoje quem produz tem venda garantida. Além de agronomicamente viável e economicamente rentável, a cultura da palmeira é ecologicamente correta e socialmente responsável'', defende Viotto.
Isaltino da Mota Ruas, proprietário de uma indústria em Registro (SP), confirma a escassez de matéria-prima. Hoje, ele paga R$ 2,50/quilo do palmito descascado, adquirido principalmente de agricultores paulistas. ''Para os produtores, o mercado é promissor'', garante.
Além do palmito inteiro - destinado ao consumo in natura - a planta pode render o alimento picado e em rodelas, matéria-prima para as indústrias. Já as folhas podem ser usadas na alimentação animal, na indústria de automóveis e também no artesanato.


