No barracão suspenso fica também o local de ordenha das cabras. ''Realizamos duas ordenhas diárias. A média de produção é de 4 litros/animal/dia. Já tivemos uma campeã, com a produção de 10,5 litros/dia'' conta o produtor de Ivaiporã, Luciano Reginaldo Gonçalves. Parte da produção é vendida in natura e o restante é utilizado na fabricação de queijos, que já possuem clientela fixa. O produto tem coloração e sabor mais suaves do que aqueles encontrados no tradicional queijo de leite de vaca.
Pensando em ampliar o mercado para este ano, o criador prepara a instalação de um resfriador. ''Poderemos, então, em parceria com um laticínio, vender o leite envasado. Gonçalves avalia ainda a possibilidade da produção do doce de leite. ''São subprodutos com demanda garantida e que nos permitem agregar mais valor à produção'', resume.
Gonçalves está produzindo ainda salames de cabras, cujo sabor agrada aos paladares mais exigentes. ''Aproveitamos a carne de animais descartados das funções de reprodutores e matrizes. São animais mais velhos, com carne mais dura, que perdem a qualidade para venda in natura'', explica.
Dos caprinos, segundo o produtor, é possível também o aproveitamento da pele e dos pêlos. ''São destinados às indústrias de tapete e de pincéis'', destaca. (C.G.)

mockup