Você já ouviu falar que o Ipê-amarelo estava invadindo pastagens do Paraná. E quase foi condenado. Condenado não, mas ficou meio malvisto. Para uma planta passar de ornamental e muito querida para a condição de ''invasora'' e, portanto, inconveniente, é apenas uma questão de manejo. O fato é que o arbusto é uma planta maravilhosa. E a variedade maior, a árvore, é a alegria da população urbana, quando plantada de forma planejada, em espaços adequado.

Seu nome científico é de ''impronunciável'': Tabebuia Chrysotricha.

O Ipê-amarelo costuma trazer sua beleza no início de agosto, mas nos últimos anos, por conta das alterações do clima, ou por mistérios fisiológicos, o colorido tem chegado antes, no início de setembro e não se deve estranhar se os primeiros botões florais acontecerem em agosto. Há os casos extemporâneos de Ipês florindo nesta época, mas é raro. A literatura está repleta de adjetivos que elogiam a madeira. A gente se recusa a falar de madeiras. Vamos falar da árvore porque madeira é a árvore morta, explorada; é floresta devastada.

Os ipês, amarelo ou roxo, e tem ainda o ipê-rosa, não precisavam oferecer mais nada além de suas belas flores - que, de tantas que são -, chegam a tomar o lugar das folhas. Mas oferecem. As famílias antigas sempre ensinavam o lado medicinal. A infusão dos ramos novos do ipê-amarelo pode ser usada para combater feridas da pele. Sabe aquela história do ''santo remédio''?. É um santo remédio.

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