Ár­vo­res são plan­tas aben­çoa­das. Fru­tos que ali­men­tam, re­mé­dios que sal­vam, flo­res que em­be­le­zam, som­bras que re­cu­pe­ram ener­gia. Bas­ta­ria ci­tar o ar que res­pi­ra­mos. Ár­vo­res são vi­da. Só dão pra­zer. Não rea­gem, quan­do agre­di­das. Mas mur­cham e mor­rem. Tal­vez se­ja sua vin­gan­ça si­len­cio­sa. A mor­te da ár­vo­re é sua ­maior res­pos­ta e vin­gan­ça aos ­maus tra­tos e agres­sões que re­ce­bem.
­Pois é, ape­sar de to­da es­sa gran­de­za e ge­ne­ro­si­da­de, as ár­vo­res são mal­tra­ta­das. In­fli­gir ­maus-tra­tos a ár­vo­res é agre­dir to­do o am­bien­te. Tra­tar mal aque­le ar­bus­to da cal­ça­da é cons­pi­rar con­tra a pai­sa­gem, a eco­lo­gia.
  Po­das mui­to se­ve­ras, são for­mas de con­de­nar uma ár­vo­re ao de­fi­nha­men­to. No ca­so das fru­tí­fe­ras, al­gu­mas po­das ocor­rem na fa­se bio­ló­gi­ca ­mais sen­sí­vel co­mo a fa­se re­pro­du­ti­va; São fei­tas quan­do as ár­vo­res co­me­çam a emi­tir flo­res. Re­pa­rem que não ci­ta­mos a ma­dei­ra co­mo ri­que­za dei­xa­da pe­las ár­vo­res por­que ma­dei­ra é fru­to da es­tu­pi­dez; é ri­que­za ma­te­rial e da ga­nân­cia ca­pi­ta­lis­ta. Mas tam­bém ex­pres­sa a po­bre­za de es­pí­ri­to do ho­mem. Du­ro é sa­ber que no Bra­sil ár­vo­res são des­truí­das com ­aval do go­ver­no. Não bas­tas­se a ou­sa­dia da má­fia dos ma­dei­rei­ros a úl­ti­ma mo­da­li­da­de de des­trui­ção que se tem no­tí­cia é per­pe­tra­da pe­lo MST. Até tu, MST. Já não che­ga a sel­va­ge­ria con­tra ani­mais nas fa­zen­das que in­va­dem?
  Va­mos fa­zer a nos­sa par­te ­aqui no Pa­ra­ná. Pre­fei­tu­ras e Co­pel têm que re­ver ­suas téc­ni­cas. Va­mos pa­rar de mu­ti­lar as ár­vo­res? E os en­ge­nhei­ros flo­res­tais: quan­do vão ­sair da som­bra e da ­área de con­for­to pa­ra, pe­lo me­nos, opi­nar. En­ge­nhei­ro flo­res­tal não de­ve­ria se po­si­cio­nar so­bre a des­trui­ção das flo­res­tas no Bra­sil?

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