Quem ama o vi­nho tem ado­ra­ção pe­la vi­dei­ra. As que dão fru­tos ver­me­lhos bem es­cu­ros, co­mo uma amo­ra, fa­zem par­te do gru­po que con­tém um an­tio­xi­dan­te cha­ma­do bio­fla­vo­nói­des.
  Qua­se to­dos os ­dias há in­for­ma­ções so­bre as fun­ções (te­ra­pêu­ti­cas) do vi­nho. O con­su­mi­dor se­gue es­sas orien­ta­ções, prin­ci­pal­men­te quan­do vêm de um mé­di­co. Mé­di­cos de co­ra­ção fa­lam bem do vi­nho. Mas o con­su­mi­dor vai mui­to pe­la on­da do mo­dis­mo e pe­lo im­pul­so. De­pois de­sis­te. Exem­plo: há ­mais de 10 ­anos al­guns car­dio­lo­gis­tas fa­lam da con­tri­bui­ção do vi­nho Tan­nat pa­ra o co­ra­ção, mas foi de­pois de uma re­por­ta­gem – re­cen­te – na te­le­vi­são que mui­ta gen­te ­saiu pro­cu­ran­do aque­le ti­po de uva. O mo­dis­mo é efê­me­ro e in­con­sis­ten­te. De­ve pre­va­le­cer a pa­la­vra do mé­di­co.
  Ou­tro de­ta­lhe: os an­tio­xi­dan­tes são mui­to pro­cu­ra­dos, en­tre ou­tros mo­ti­vos por­que tor­nam ­mais rá­pi­das e efi­ca­zes as ­ações de al­gu­mas vi­ta­mi­nas co­mo as vi­ta­mi­nas C e A.
  Os bio­fla­vo­nói­des não são di­fe­ren­tes. ­Eles es­tão pa­ra a uva as­sim co­mo a iso­fla­vo­na es­tá pa­ra a so­ja, só que com ou­tra fun­ção – a da re­po­si­ção hor­mo­nal pa­ra as mu­lhe­res.
  Mas a uva é mui­to ­mais do que is­so. No cam­po, a be­le­za do par­rei­ral, a som­bra, os ca­chos ma­ra­vi­lho­sos. Vo­cê po­de cons­ta­tar is­so vi­si­tan­do as plan­ta­ções de Ma­rial­va, a ca­pi­tal da Uva Itá­lia no Pa­ra­ná. Na me­sa, o su­co sa­bo­ro­so, o vi­nho e to­da a sa­be­do­ria e fi­lo­so­fia que ele in­cor­po­ra. Afi­nal, IN VI­NO VÉ­RI­TAS (no vi­nho, a ver­da­de).

FAÇA VOCÊ MESMO
  Vo­cê po­de ter al­guns pés de uva no seu quin­tal, pa­ra con­su­mo in na­tu­ra. Es­co­lha uma mu­da no co­mér­cio e si­ga a orien­ta­ção do pró­prio ven­de­dor ou, de pre­fe­rên­cia, um téc­ni­co. Sen­do pa­ra o gas­to, não há mui­to se­gre­do. O fru­to é uma de­lí­cia mas a plan­ta em si ­traz ­bons fluí­dos e dá mui­ta sor­te.

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