A tec­no­lo­gia in­dus­trial evo­luiu, fa­ci­li­tou a vi­da das pes­soas, tor­nou tu­do mui­to prá­ti­co mas o con­for­to tam­bém tem seu pre­ço – ou efei­tos pa­ra­le­los. Com a in­dús­tria da ali­men­ta­ção não foi di­fe­ren­te. No bo­jo des­sa re­vo­lu­ção in­dus­trial – pa­ra não fa­lar da quí­mi­ca que pas­sou a com­por os ali­men­tos, e fi­car só na par­te me­câ­ni­ca – ­veio en­tão o be­ne­fi­cia­men­to dos ­grãos (moa­gem e tor­re­fa­ção do ca­fé, be­ne­fi­cia­men­to do ar­roz, etc). E vie­ram as per­das nu­tri­cio­nais. Mas a tec­no­lo­gia avan­çou ­mais e re­cu­pe­rou al­gu­ma coi­sa que ha­via fi­ca­do (des­per­di­ça­da) no ­meio do ca­mi­nho. Es­sa ri­que­za po­de ser en­con­tra­da no ar­roz in­te­gral, por exem­plo. Ho­je a so­cie­da­de tem a tec­no­lo­gia de­vol­ven­do o que a tec­no­lo­gia ti­rou.
  Com o tri­go o pro­ces­so foi di­fe­ren­te mas o con­cei­to é o mes­mo: apro­vei­tar to­dos os de­ri­va­dos. Já foi o tem­po em que tri­go só for­ne­cia a fa­ri­nha.
  O gér­men de tri­go é um de­ri­va­do fun­cio­nal. Is­so pa­ra não fa­lar da fa­ri­nha in­te­gral. Os an­tio­xi­dan­tes fe­nó­li­cos, en­con­tra­dos no gér­men do tri­go, pro­te­gem as cé­lu­las e te­ci­dos de to­dos os or­ga­nis­mos do cor­po. Usa­dos pe­los jo­vens ga­ran­tem ­mais dis­po­si­ção e re­du­zem os efei­tos dos can­sa­ços fí­si­co e men­tal. Mé­di­cos dis­se­ram que a cis­teí­na en­con­tra­da no gér­men de tri­go aju­da a res­pi­ra­ção de atle­tas man­ten­do pul­mões lim­pos. Vá­rios ti­pos de ou­tros nu­trien­tes, co­mo vi­ta­mi­na B1 e B6, são en­con­tra­dos ne­le. es­pe­cia­lis­tas que par­ti­ci­pam da co­lu­na Sua Saú­de, no Ca­der­no Ci­da­des da FO­LHA, fa­lam ain­da so­bre be­ne­fí­cios do ou­tros ele­men­tos en­con­tra­dos no pro­du­to, co­mo mag­né­sio e man­ga­nês. Fi­bras são fun­da­men­tais pa­ra o in­tes­ti­nos; ­elas tam­bém po­dem ser en­con­tra­das no gér­men de tri­go.

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