SUA MAJESTADE A PLANTA
O alecrim na beira dágua
não se corta com machado,
o corte é um canivete,mas
tem que ter o cabo dourado
é planta perfumosa que
faz bem pros namorados
O leitor José T. da Silva Prado, de Jardim Alegre, mandou em poesia a sugestão para que falemos do alecrim. Ele conta que sua mãe (a família morou na zona rural muitos anos) tinha hábito de limpar as cinzas do forno com galhos de alecrim. O assado, frango ou leitoa, sai com um cheiro irresistível. E na sala de aula, a professora dele tinha costume de colocar ramos de alecrim para perfumar a sala. Era como incenso, segundo conta. Naquele tempo incenso era considerado hábito dos japoneses.
Buscando na literatura, podemos ver que o leitor está certo. E sabe o que os especialistas falam? Falam umas coisas que foi comprovada nas pesquisas: o aroma forte do alecrim ajuda a aguçar a memória.
Tem memória fraca? Passa a mão num galho de alecrim. Mas, por favor, não deixe de procurar um médico, seja ele alopata ou homeopata.
Os cientistas falam que a planta tem um composto chamado ácido rosmarínico que melhora a circulação sanguínea.
Logo (portanto, de tal forma que), favorece o fluxo de sangue para o cérebro ou de oxigenação do cérebro. Com isso, segundo os médicos, o aroma do alecrim estará estimulando a concentração e a atenção; ajuda a criança responder a tabuada sem ficar contando nos dedos.
Alecrim tem cheiro forte, parece até embalar decisões firmes por pessoas de pulso.
Além de tudo isso, ainda pode-se imaginar o alecrim compondo dezenas, talvez centenas de receitas e pratos apetitosos de restaurantes finos. Mas isso é lá com o chef.





