As flores das cerejeiras do Parque do Jaboti, em Apucarana, começam a dar o ar da graça. Vaidosas e cientes de serem estrelas principais da 15ªFesta da Cerejeira, que se encerra amanhã, elas aguardaram o momento ideal para desabochar.
  No Japão, o florescimento marca o fim de invernos rigorosos e, conseqüentemente, do sofrimento. Daí a tradição de celebrar bebendo saquê ou cerveja debaixo das cerejeiras, no chamado hanami. Embora no Brasil a florada dessas árvores anuncie justamente a chegada do inverno, a comunidade nipônica manteve o costume no Paraná.
  Os 150 exemplares da árvore foram plantados no Parque do Jaboti pelo pioneiro Hatsuichi Kinoshita, que foi buscar as primeiras mudas
em Campos do
Jordão, na serra paulista. Numa justa homenagem, o nome do pioneiro foi escolhido para nomear o Parque das Cerejeiras construído dentro da Associação Cultural e Esportiva de Apucarana (Acea).
  No Japão, segundo o site da Fundação Japão, de São Paulo (SP), a flor da cerejeira é símbolo de felicidade. É na época em que elas desabrocham que as crianças iniciam o ano escolar, que os recém formados saem em busca de trabalho. O chá de pétalas de sakurá é utilizado em rituais como casamentos e ocasiões festivas. Na época de seu florescimento, são realizadas as festas chamadas de ‘‘hanami’’ (ver as flores), ao ar livre, debaixo das
cerejeiras em flor.
  Aproveitando o belo período das cerejeiras em flor (a beleza delas tem curta duração, cerca de uma semana), a sugestão é ir até o Parque do Jaboti (Avenida do Jaboti, 101, Vila São Carlos -Apucarana) e participar da festa. Com uma grande programação prevista para hoje, com barracas de alimentos típicos, feiras da indústria, comércio, agroindústria familiar, o destaque é para a o grupo de 200 senhoras japonesas que apresentam danças típicas, no período da tarde. Mais informações sobre a festa podem ser obtidas pelo telefone
(43) 3422-0371.

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