A paineira não é novidade nesta coluna, mas a exuberância da árvore, em pleno período de floração, não permite deixá-la de lado. A intensidade do rosa de suas flores chama a atenção na rua, mesmo a árvore – localizada numa calçada da rua Foz do Iguaçu, quase esquina com a avenida Castelo Branco – estando ao lado de muitas outras que cobrem o vale do
Córrego Rubi.
  Com a contribuição dos colegas da Redação, Oswaldo Militão e Denise Pires, relembramos que a paineira serviu de inspiração a uma moda de viola da memorável dupla Tonico e Tinoco: ‘‘Paineira velha abandonada/ Lá na estrada de meu sertão/ Tens uma história de meu passado/ Que está guardada no coração...’’
  A imponência da paineira não se resume à elegância de suas flores – ralas mas muito belas e bem protegidas pelos espinhos do caule da árvore. Há também a época em que sua pluma se abre, quando o inverno se prepara para abrir espaço para a primavera, enchendo de graça os galhos quase descobertos pelas folhas que caíram ao chão com medo
do frio.
  Como fonte de informação lembramos a contribuição do pesquisador Eduardo Luís Martins Catharino, do Instituto de Botânica de São Paulo – disponível na internet – que a paineira é uma das mais típicas árvores das florestas secas do interior do Brasil. Para quem admira a planta, o cultivo é simples, pois ‘‘as sementes são de fácil germinação, pedindo o plantio em canteiros de pleno sol e regas abundantes’’, ensina
o botânico.

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