O técnico agrícola do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Vilamir Colombille foi surpreendido por uma safra de maracujás gigantes no meio do seu quintal. Na verdade, os 44 frutos que pesam entre 1,5 quilos e 2,5 quilos pertencem à uma espécie nativa dos confins da Amazônia peruana. Colombille visitou a região do rio Amazonas, em março de 2005, e trouxe entre outras mudas um exemplar do Maracujá Tumbo
  Na verdade, a denominação mais apropriada é Tumbo Costero, pertencente à família Granadilha (tradução directa do espanhol ‘‘Granadilla’’) cujo nome científico de Passiflora ligularis A.Juss.
A planta trepadeira é da família Passifloraceae, originária das montanhas dos Andes, e sua aparência não é muito diferente do maracujá.
  Segundo Colombille, nas outras safras a quantidade de frutos e o seu tamanho foram menores. Ele atribiu ao período de estiagem (outubro/novembro), seguido das chuvas torrenciais do mês de janeiro, a responsabilidade pelo aumento repentino tanto na quantidade quanto no tamanho dos frutos.
  ‘‘A planta tem no seu instinto duas coisas. Uma é sempre produzir mais e a outra é subsistir em períodos adversos. A seca comprida provocou um estresse na planta e eu acho que depois da chuva exagerada ele produziu os frutos maiores que o normal’’, esclareceu. (Renato Oliveira
Reportagem Local)

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