A matéria sobre florestas desta edição da Folha Rural mostra o belo serviço de preservação de espécies arbóreas conduzido na Fazenda Bimini, em Rolândia. É de lá que trouxemos a espécie de hoje da coluna, o buriti. As informações foram colhidas no site do Instituto Sociedade População e Natureza (www.ispn.org.br).
  O buriti (Mauritia flexuosa) é uma das mais singulares palmeiras do Brasil, muito presente no Cerrado. Sua presença, inclusive, é um indicativo infalível da existência de água na região. Segundo o site, como o Cerrado é rico em água, os buritis de lá emolduram as veredas, riachos e cachoeiras. Além de estarem inseridos nos brejos e nascentes. Ele ainda são fonte de inspiração para a literatura, a poesia, a música e as artes visuais da região.
  Sua contribuição para o homem também merece destaque. O fruto do buriti é uma fonte de alimento privilegiada. Rico em vitamina A, B e C, ainda fornece cálcio, ferro e proteínas. Consumido tradicionalmente ao natural, o fruto do buriti também pode ser transformado em doces, sucos, licores e sobremesas de paladar peculiares.
  O mérito da palmeira não para por aí. O óleo extraído da fruta tem valor medicinal para os povos tradicionais do Cerrado que o utilizam como vermífugo, cicatrizante e energético natural. As substâncias do buriti também dão cor, aroma e qualidade a diversos produtos de beleza, como cremes, xampus, filtro solar e sabonetes.
  O buriti deixa sua presença também no artesanato, as folhas geram fibras usadas na confecção de bolsas, tapetes, toalhas de mesa, brinquedos e bijuterias. Os talos das folhas servem para a fabricação de móveis. Das folhas jovens é retirada também uma fibra muito fina, a ‘‘seda’’ do buriti, usada na fabricação de peças feitas com o capim-dourado. Enfim, do buriti, se aproveita tudo. Até o nome ele empresta a cidades, lugares, estabelecimentos e até embarcações que levam a fama da palmeira por todos os cantos do País.

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