Aos apreciadores da carambola, de todas as formas de consumo (suco, doces, in natura) a notícia não é boa. Especialmente para os que têm problemas renais. Um estudo publicado em uma revista científica norte-americana mostra que o consumo da fruta causa complicações neurológicas em pacientes com insuficiência renal crônica, podendo até ser fatal.
  O assunto foi tratado recentemente pelo jornal ‘‘Estadão’’, de São Paulo. A professora Jocelem Salgado, da Esalq/USP, diz que a carambola tem boas quantidades de vitaminas C, A e fibras. Mas como nem tudo é perfeito, a fruta é rica também de uma substância, o ácido oxálico, que impede a absorção adequada de alguns minerais, como cálcio e ferro.
  A soborosa frutinha contém ainda uma neurotoxina (que atua só no sistema nervoso) que pode até ser fatal para doentes crônicos. ‘‘Renais crônicos estão proibidos de comer a carambola, doce ou o suco dela’’, alerta a professora. Atenção também deve ser dada a diabéticos com lesão renal e epiléticos em tratamento, aconselha.
  Jocelem Salgado explica que, numa pessoa com a saúde em dia, a neurotoxina da carambola é absorvida pela digestão e filtrada pelo rim e excretada sem sintomas. Mas, ‘‘se o rim não funciona, essa toxina é absorvida, concentra-se no sangue e atinge os neurônios em concentração maior e provoca soluços e convulsões’’.
  Ainda segundo a professora da Esalq, há diferenças entre as 10 variedades de carambola existentes. As mais ácidas têm mais toxinas, enquanto as maiores e mais coloridas têm menos toxinas. A árvore, como informa, selecionou a toxima para se defender do ataque da mosca-das-frutas. Isso coloca a carambola como um inseticida biológico natual.
  Completamos a informação com o colaborador da Folha RURAL, o médico Rui Diniz que, além de confirmar os riscos que a carambola oferece, reforça a orientação de que o consumo da fruta deve ser moderado.

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