SUA MAJESTADE A PLANTA
Quem teve o privilégio de ter um pé de amora no fundo do quintal deve, com certeza, lembrar-se da doçura da fruta que labuzava dedos, boca e roupa (que resultava em algumas bronquinhas da mamãe). Pois é, a amora começa a tingir de preto os galhos da amoreira, mas o mais interessante é que ela deixou de ser aprecidada só pela molecada. É também espécie de interesse da pesquisa.
Segundo artigo da pesquisadora Márcia Vizzotto, no site da Embrapa Clima Temperado, A amora-preta in natura é altamente nutritiva, tem proteínas, fibras, lipídeos, carboidratos. Além de minerais como cálcio, fósforo, potássio, magnésio, ferro, selênio e várias vitaminas. Olha só que boa notícia, é uma fruta de baixo valor calórico - 52 calorias em 100 gramas de fruta.
A pesquisadora destaca também que na amora-preta são encontradas outras substâncias de nomes mais complicados, os fitoquímicos, ou compostos secundários. Muitos destes fitoquímicos atuam na prevenção e no combate de doenças crônicas como o câncer e as doenças cardiovasculares.
''O que se sabe é que, após consumir a amora-preta, os fitoquímicos são absorvidos, metabolizados e distribuídos em diferentes tecidos/órgãos do corpo'', diz o artigo de Márcia Vizzotto.
Enfim, A amora-preta já é considerada uma fruta funcional - além das características nutricionais básicas, tem efeito benéfico a saúde humana.
Para encerrar, voltemos ao saudosismo. A amora foi também tema de parlendas da infância; ''Você gosta de amora? Vou contar para o seu pai que você namora''. Tem ainda aquela música do Renato Teixeira, que estava na trilha das duas versões da novela ''Cabocla'':
''Vou contar para o seu pai que você namora,
Vou contar pra sua mãe que você me ignora,
Vou pintar a minha boca do vermelho da amora,
Que nasce lá no quintal da casa onde você mora...''





