SUA MAJESTADE A PLANTA
Vamos homenagear o Flamboyant?
O leitor concorda? Só que ele não dá frutos, como todos sabem. Dá uma sombra enorme e um colorido maravilhoso. Não basta?
Flamboyant existe em todo o Paraná, principalmente no Noroeste. Ele gosta do calor, tanto que emite flores no verão. E no outono e inverno a perda de folhas não é tanta.
Também em quase todo verão, aquela professora que sempre encontra um certo repórter da FOLHA, faz questão de lamentar. E aqueles pés de Flamboyant daqui, hein? Quanta falta!
Ela está se referindo às três árvores que existiam na avenida JK, no trecho entre a rua Alagoas e a curva da pracinha ao lado da antiga Casa do Estudante. A professora garante que eram mais de cinco. Eram três, segundo um taxista. Não importa.
Uns seis anos atrás - ou mais - o serviço de inteligência de poda de Londrina cortou as árvores para estreitar (quase eliminar) o canteiro da avenida e, assim, alargar a pista. Sim, porque aqui, como no Brasil, o privilégio é para o carro.
Flamboyant. Pensando bem não é a árvore ideal para a via pública. Mas já que estava aí há tantos anos, custava deixar? Não tocava na fiação.
Como essa gente do setor público gosta de cortar, não? Alguns preferem a poda. Mas o que fazem por aqui não é poda: é mutilação. E como adoram mutilar! Há os que têm preferência pelas plantas que ficam em frente a algum outdoors. Na guerra entre a propaganda estática e a planta, advinhem quem perde. Árvores têm vida curta em Londrina, caso estejam ocupando um local apropriado para um outdoor. Quando não são eliminadas aparecem murcha e para secar semanas depois.
Voltando à portentosa e maravilhosa flamboyant (nome botânico Delonix regia). É planta da família leguminosae, originária da ilha de Mandagascar, tem ramificação horizontal (daí não ser ideal para a zona urbana) formando copa guarda-chuvas. Seu florescimento ocorre nos meses de verão. Flores vermelhas ou amarelas reunidas em cachos de até 20 cm de comprimento que recobrem a copa.
Agora, aqui entre nós: você teria coragem de destruir uma árvore dessas? No caso usado como exemplo, o cenário mudou e ficou mais triste a JK sem aquelas árvores bojudas, uma abraçando a outra de tão espaçosas.





