O assunto imigração japonesa está em evidência há mais de um ano, com os preparativos da comemoração dos 100 anos da vinda deste brilhante povo de olhinhos puxados. Inúmeras são as contribuições deles ao nosso país em todas as áreas. Assim, como na próxima semana as comemorações atingem o seu ponto alto, a planta escolhida para a coluna não poderia ser diferente da cerejeira (sakurá), cuja flor, que acaba de desabrochar, é símbolo daquele país. Todas as informações aqui contidas foram retiradas do site da Fundação Japão, de São Paulo (www.fjsp.org.br).
  Segundo a fundação, as cerejeiras só florescem uma vez ao ano e a beleza das flores tem curta duração, cerca de uma semana. Suas folhas se vão com a chegada do outono. Os galhos nus enfrentam o inverno para desabrochar em flor na estação seguinte.
  No Japão, a flor da cerejeira é símbolo de felicidade. É na época de seu florescimento que as crianças iniciam o ano escolar, que os recém formados saem em busca de trabalho. O chá de pétalas de sakurá é utilizado em rituais como casamentos e ocasiões festivas. Na época de seu florescimento, são realizadas as festas chamadas de ‘‘hanami’’ (ver as flores), ao ar livre, debaixo das cerejeiras em flor.
  Singela e efêmera, a flor sakurá também tem seu lado trágico. Para os antigos samurais não havia glória maior do que morrer num campo de batalha coberto de pétalas de cerejeira. No teatro Kabuki, esse cenário indica que haverá um movimento do vilão ou acontecerá uma tragédia.
  Estima-se que, no Japão, existam perto de 200 espécies de cerejeiras, com flores que vão do vermelho ao branco, passando pelo rosa e pêssego.
No Brasil, poucas variedades de cerejeira conseguiram se desenvolver devido às variações climáticas. Na década de 70 começaram as tentativas para a produção de mudas, no Estado de São Paulo, em geral por imigrantes japoneses.
  Ainda segundo a fundação, a variedade de sakurá que mais se adaptou foi a ‘‘okinawa sakurᒒ (cerejeira de Okinawa, ilha que tem as mesmas características climáticas do Brasil). Em muitas cidades e entidades nipo-brasileiras, foram plantadas grande quantidade e a época de florescimento transforma-se num verdadeiro espetáculo da natureza no período de junho a setembro.

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