Antes, a beleza dessa árvore de flores com tons que variam do branco ao roxo, era privilégio de quem descia a serra do mar. Agora, com pose de rainha, ela vem aos poucos tomando conta da paisagem urbana, enfeitando jardins e mesmo vias públicas. É o manacá-da-serra. As razões para esta ‘‘expansão’’ de territórios são lógicas, basta apreciá-lo. O exemplar aí da foto, discreto mas exuberante, fica no Iapar, entre os viveiros de café.
  Segundo sites da internet, o manacá é nativo da América tropical, encontrado na encosta atlântica, na área que vai do Rio de Janeiro até Santa Catarina. A árvore é indicada para reflorestamentos e muito bem cotado para a jardinagem e o paisagismo em geral. As informações sobre o período de florescimento do manacá não são conclusivas, há os que afirmam que as flores aparecem de novembro a fevereiro e também que coloque os meses de abril a novembro.
  Suas flores nascem brancas, depois de um dia ficam rosas e no dia seguinte ganham a coloração lilás e assim permanecem até envelhecer e cair. A árvore resiste bem à luminosidade direta e é muito visada por insetos. Dizem, inclusive, que há uma espécie de borboleta de cores amarela e preta que se desenvolve nos manacás, sua folhas seriam o único alimento das larvas desta borboleta. O tronco é empregado ainda na construção civil, para fazer vigas, postes e mourões.
  O manacá-da-serra também é conhecido como jacatirão, flor-da-quaresma, pau-de-flor e flor-de-mato.
  Sobre o cultivo, as informações são de que as sementes são minúsculas, germinam logo que os frutos se abrem e inicia-se a dispersão. Devem ser colocadas sob material orgânico em sombreamento de 50%. As mudas transplantadas em sacos plásticos estão prontas para o plantio em 6 meses.

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