SUA MAJESTADE A PLANTA
A cana-de-açúcar é a mais famosa integrante da família das gramíneas. Agora, então, na luta ambiental por energias renováveis ela posa soberana como a principal alternativa e o grande trunfo do Brasil para assumir a liderança desse mercado - que os reis do petróleo nos perdoem a modéstia.
Não é preciso muito conhecimento para saber que ela chegou ao país trazida pelos escravos nos famosos e humilhantes navios negreiros. Foram esses negros maravilhosos que nos ensinaram, inclusive, a aproveitar a doçura dessa planta. Melado, rapadura, puxa-puxa, o açúcar (tem por aí alguma outra matéria prima mais saborosa?!), ou mesmo lambuzar os dedos e a boca chupando cana - coisa de criança!
Vale lembrar que a cana, apesar do alto valor calórico, é importante fonte de ferro e vitaminas.
No Brasil, a indústria açucareira remonta a meados do século XVI e foi responsável pelo ciclo do açúcar, que durou 150 anos e marcou também a principal atividade economica neste período.
O posto como fonte de energia teve início partir da década de 1970, com o advento do Pro-Álcool. Este ciclo tem um capítulo triste: o Programa Nacional do Álcool (Pro-Álcool), lançado em 14 de novembro de 1975, que deveria suprir o país de um combustível alternativo e menos poluente que os derivados do petróleo, mas acabou sendo desativado.
Hoje a cana está de volta como a grande alternativa de energia limpa. A despeito de toda a controvérsia, segundo muitos com boa dose de má-fé, de que a produção de alimentos estará ameaçada, dados comprovam que o Brasil pode, ao mesmo tempo, produzir alimentos e atingir patamares invejáveis de produção de biocombustíveis.
Nesta safra, o país colhe entre 607 milhões e 631 milhões de toneladas de cana, a maior da história, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Desse montante, entre 309 milhões e 321 milhões de toneladas serão destinadas à produção de combustível. Para a fabricação de açúcar serão utilizados entre 248 milhões e 257 milhões de toneladas.





