Em período de colheita, que deve se estender até o mês de setembro, a atemóia posa soberana nas gôndolas de frutas de supermercados, mercearias e feiras livres. A saborosa fruta, com aparência de pinha - um pouco maior em tamanho -, ainda provoca confusão entre os consumidores. Para quem já experimentou, a atemóia tem menos caroços, mais poupa e uma doçura insuperável.

A fruta já foi tema de uma reportagem da FOLHA RURAL, em junho de 2005, escrita pela repórter Mariana Guerin. Uma técnica da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), de São Paulo, explicou que a atemóia foi desenvolvida no início do século XX, por pesquisadores americanos, por meio de um cruzamento híbrido entre a fruta-do-conde (ate, em inglês) e a andina cherimóia. O objetivo era ter um produto de maior comercialização que a fruta-do-conde e o sabor da cherimóia que, segundo a técnica, é uma das frutas mais saborosas do mundo. E o resultado deu certo.

Nos anos de 1950, a atemóia chegou ao Brasil, com os primeiros pés plantados no Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Em 1980 outro técnico da Cati instalou os primeiros pomares experimentais. A ela é concedido alto valor nutritivo e pode ser usada nas mais diversas e saborosas formas: in natura, sucos, batidas, frapês, vitaminas, doces, sorvetes. Até mesmo como planta ornamental.

A produção comercial ainda é pequena, estima-se uma área de mil hectares, por isso a atemóia ainda é uma fruta relativamente cara: R$ 5,00/quilo. A produção de mudas, no estado, também é pequena. A pesquisa restrita limita o cultivo. Mas ela é citada como uma opção promissora na fruticultura, especialmente na pequena propriedade. Uma árvore atinge o auge da produção com 10 anos e a capacidade média de 100 frutos.

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