Um fruto de cor alaranjada, com uma textura delicada e pequenas proeminências intrigou o leitor Flávio Souza, de Ibiporã, que ecreveu à FOLHA RURAL pedindo esclarecimentos sobre a planta. Numa consulta à internet, descobrimos que a planta, cujo nome científico é Solanum mammosus, é conhecida como teta-de-vaca, ou teta-de-moça, numa referência ao formato do fruto, e ainda jurubeba-do-pará e juá-bravo. Ocorre na América do Sul.
Segundo informações de Rui Cépil Diniz, médico especialista em fitomedicina responsável pela coluna sobre plantas medicinais, a teta-de-vaca só é útil para ser apreciada: o uso é absolutamente contra-indicado por causa do alto grau de toxicidade.
De acordo com Diniz, a planta contém solanina, um alcalóide com um potencial tóxico importante. Em algumas localidades, é usado para inalação, mas não existe nenhum embasamento científico para a indicação. Sites citam a planta como opção de tratamento para algumas doenças. No entanto o médico alerta sobre os perigos do uso sem pesquisa ou comprovação de que não ofereça riscos à saúde. É corrente a informação de que é inseticida e pode ser usada para exterminar moluscos. Porém, não há dados sobre as formas de uso.

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