A escrita correta do nome dessa frutinha maravilhosa aparece de várias formas seriguela, siriguela, ciriguela. Mas não é esse o nosso assunto. Quem nunca provou não sabe o que está perdendo. De formato parecido com o da azeitona, coloração verde passando para o amarelo avermelhado quando madura. A safra está se encerrando, mas dizem que não há Páscoa sem seriguelas maduras no pé.
No sul do Ceará estão os principais cultivos comerciais da seriguela. A árvore, a serigueleira, tem porte médio (3 a 5 metros) e bastante galhos em que se desenvolvem os frutos (parecido com as jabuticabas). O período de frutificação são os meses de outubro e novembro com colheita em janeiro e fevereiro.
Não são apenas a polpa doce e suculenta e o sabor original da seriguela que chamam a atenção. Ela é rica em carboidratos, cálcio, fósforo, ferro e vitaminas A, B, C. Segundo a Wikipedia, a seriguela é eficaz contra anemia, inapetência e a diminuição dos glóbulos brancos. Além do consumo in natura, ela pode ser usada no preparo de sucos, sorvetes e doces.
Mas a seriguela tem também sabor de infância e estrepolia. Bem recentemente, numa das viagens para a FOLHA RURAL, no Noroeste do Estado, toda a equipe de reportagem, auxiliada por um técnico agrícola que acompanhava o grupo, não resistiu ao ver uma serigueleira carregadinha. Literalmente, pularam a cerca para saborear a frutinha. Que nos perdoe o dono da propriedade!

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