Hoje não é o Dia da Árvore. Mas não há necessidade de uma data específica para sair em defesa dela. O temporal da semana passada nos dá um bom motivo para falar sobre o ambiente. É o que veremos a seguir.
Em algum lugar do Paraná - Noroeste, Oeste, Norte Pioneiro e principalmente no Norte, muita gente que saiu pelas estradas viu algumas árvores - na verdade muito poucas - afetadas pelo vento. Ligeiramente prejudicadas.
Mas foi no perímetro urbano que houve destruição. Especialmente em Londrina. Muitas árvores não suportaram a pressão do vento e caíram sobre redes de energia, casas ou carros.
Os técnios de órgãos oficiais e as pessoas leigas estão dizendo que ‘‘árvores caem porque estão velhas, suas raíses estão podres’’. Engano.
Além de uma desinformação, quem sai com essa desculpa está sendo injusto com a árvore.
Elas não resistem ao vento porque estão meio mancas, ou pendendo para um lado. Elas estão vulneráveis porque ficaram prejudicadas. Claro que há as velhas e as debilitadas.
E por que fiaram assim debilitadas, meio pensas? Porque ao longo do tempo os órgãos públicos mutilaram as árvores, cortaram galhos que não deviam ser cortados. A chamada poda não é poda é mutilação mesmo! Por comodismo ou falta de conhecimento, os órgãos públicos exageraram na chamada ‘‘poda’’ das árvores.
É preciso defender os fios. Claro que é preciso proteger os fios da rede elétrica para evitar acidentes. Ninguém é louco de se colocar contra a proteção da rede elétrica. Mas há formas de manter o controle disso. A mutilação das árvores deixando-as indefesas à ação do vento pode ser tão inconveniente quanto permitir que toquem nos fios.
Portanto, vamos fazer justiça e vamos corrigir os métodos de modo a evitar essa agressão às árvores. E vamos usar de critérios na hora de plantio. Há plantios que incluem a construção de calçadas bem perto do tronco da árvore. Não sobra espaço nem para a penetração de água nas raízes.

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