SUA MAJESTADE A PLANTA
PUBLICAÇÃO
sábado, 09 de fevereiro de 2008
JACA 
Uma árvore maravilhosa, imponente e frondosa como a jaqueira nem precisaria dar frutos. Mas dá. E o fruto é tão robusto quanto a árvore. Robusto e saboroso.
A jaca é originária da Índia e cultivada em todos os países tropicais do mundo. Foi introduzida no Brasil por volta do século 18 através da Bahia e por essa razão algumas vezes é denominada de jaca-da-bahia. Atualmente é cultivada em toda a região Amazônica e toda a costa tropical brasileira, do Pará ao Rio de Janeiro. Pela facilidade com que se dissemina, prolifera espontaneamente nas regiões mais quentes do país.
O fruto tem forma ovalada originada do desenvolvimento da inflorescência feminina. Estes nascem diretamente do tronco e dos galhos mais grossos e chegam a pesar até dez quilogramas e medir até quarenta centímetros de comprimento. A literatura cita pesos (acima de 30 kg) e tamanhos muito maiores, contudo nunca encontramos no país frutos maiores que isso.
A parte comestível da jaca são os frutículos encontrados no interior dos grandes sincarpos, em grande número, ultrapassando a centena. Estes nada mais são do que o desenvolvimento dos ovários das flores, constituindo os bagos, de cor amarelada, envoltos por uma camada grudenta, sabor doce e cheiro forte e característico, reconhecível a longa distância. Os bagos podem ser de consistência um pouco endurecida ou totalmente mole, daí a distinção de duas variedades muito conhecidas e denominadas popularmente de jaca-mole e jaca-dura.
Dica de uma filha de baiano, que adora jaca. Os bagos da jaca (parte comestível) são envolvidas por uma camada bem grudenta, difícil de remover das mãos e dos talheres. Para limpar o melhor sabão, segundo a sabedoria popular baiana, é óleo de cozinha, de preferência aquele já usado em frituras. É só esfregá-lo nas mãos e que a cola se solta. Depois, é claro, usar uma boa dose de detergente para retirar a gordura. A mãe da Denise Pires ensina lambuzar mãos e talheres com óleo antes de manusear a fruta.


