SUA MAJESTADE A PLANTA
Em tempos de Natal, apesar das recomendações dos nutricionistas para uma ceia tropical, mais adequada ao clima brasileiro, há quem não dispense as castanhas. Uma boa opção, e também de produção nacional, é a macadâmia. Ela foi tema de uma matéria publicada na FOLHA RURAL, do dia 11 de setembro de 2004, em uma área de produção localizada em Uraí, do produtor Marcelo Kobirak.
De textura cremosa e sabor exótico, a castanha, considerada a ''rainha das nozes'', foi trazida da Austrália em 1937, mas teve seu cultivo mais difundido no final da década de 1980.
A macadâmia tem uma casca bastante resistente - de cor amarronzada com pequenas pintas em tons mais claros -, que protege a amêndoa de cor branca ou creme. Na fase de formação da planta, a noz é protegida por uma casca verde carnosa (carpelo) que lhe dá a aparência de um pequeno limão. As flores pequenas e numerosas formam cachos com tamanho variando entre 15 e 25 centímetros.
O manejo da cultura não é complicado. Kobirak ensina que o trabalho se concentra na capina e na adubação anual. As pragas mais comuns são o tripes na floração e o percevejo na granação. A árvore gosta de solos profundos e é exigente em PH e micronutrientes, como o boro e o zinco.
Além do consumo humano, a macadâmia presta-se também à extração de óleo de fina qualidade, rico em ácido linoleico, que equilibra os níveis de
colesterol e é utilizado em cosméticos de ação hidratante e rejuvenescedora.





