SUA MAJESTADE A PLANTA
A copa frondosa e a beleza das flores não deixam um pé de flamboyant passar despercebido. Em pleno período de floração, que se estende até novembro, quem circula pelo entorno dos lagos Igapó, ou no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL) há belos exemplares com as minúsculas folhas verdes encobertas pelo vermelho das flores. Aliás, há variedades com flores em tonalidades mais claras, como alaranjado-claro e salmão amarelado.
O flamboyant não é uma árvore nativa do Brasil, apesar de ser encontrada nos quatro cantos do País. Foi trazida de Madagasgar, na África, por volta do século 19, e entra na lista das plantas exóticas (espécies que, em Londrina, incomodam muito o secretário de Meio Ambiente). Infelizmente o flamboyant está entre as plantas consideradas inadequadas para a arborização das ruas das cidades. Suas raízes são classificadas como tabulares (crescimento lateral), muito fortes e estouram ruas e calçadas, redes de esgoto.
Essa árvore faz parte também das plantas que perdem as folhas no inverno e ajudam a entupir bueiros e as calhas das casas. Nesse período de desfolha, os galhos ficam mais expostos e se quebram com ventos e chuvas de mais intensidade. A copa, em forma de guarda-sol, apesar de garantirm um excelente sombreamento, prejudica a fiação elétrica e a iluminação pública.
Mas, se você é apaixonado por um pé de flamboiant... muita calma nessa hora..., ela pode com certeza continuar embelezando as cidades, mas ocupando espaços em praças, jardins e campos abertos.





