SUA MAJESTADE A PLANTA
Os pés de jabuticaba estão novamente carregados, com frutas prontas para o consumo. Os troncos pretinhos despertam não só o paladar, mas também a lembranças da infância de quem teve o privilégio de ter uma jabuticabeira no fundo do quintal. A sombra da árvore era o local ideal para se brincar de casinha, bonecas ou mesmo algum joguinho, como damas ou bugalha.
A frutinha de casca preta - que, dependendo da variedade, é mais fina ou mais grossa -, de incomparável sabor, tem na disputa não só a vizinhança inteira mas pássaros de todas as espécies...sinal de que todos temos muito bom paladar!
Para quem não sabe, a jabuticabeira é uma árvore frutífera genuínamente brasileira - nativa da mata atlântica - que pode atingir até 15 metros de altura. As folhas jovens têm tom vermelho e se tornam verdes posteriormente. O florescimento ocorre duas vezes ao ano: de julho a agosto e de novembro a dezembro.
Pesquisas recentes conduzidas por especialistas da Universidade de Campinas (Unicamp), mostram que a jabuticaba tem qualidades muito superiores às da uva quando o assunto é proteger o coração e as artérias. A fruta e rica em antocianinas, nome dado aos pigmentos presentes nas uvas escuras e no vinho tinto, apontados como responsáveis pela proteção contra infartos.
Mas o mérito não fica só na casca da jabuticaba. A polpa contém ferro, fósforo, vitamina C e boas doses de niacina, uma vitamina do complexo B que facilita a digestão e ainda ajuda a eliminar toxinas.
Além do consumo in natura, a jabuticaba é ingrediente de destaque também no preparo de um tipo de vinho, suco, geléia, licor e vinagre. Há ainda a citação de utilização medicinal, como a decocção da casca, como remédio para a asma.





