Engana-se quem conceitua o inverno como um período cinzento, sem muitas cores na vegetação. O amor-perfeito prova que nesta estação os jardins podem manter um colorido – que o digam diversos jardins urbanos, como os canteiros de ruas e o Jardim Botânico de Curitiba.
  Pequeno e delicado, segundo o site www.floresnaweb.com.br, o amor-perfeito pode ser branco, roxo, amarelo, róseo, marrom e, algumas vezes, com esses tons combinando numa mesma flor. Por serem três as cores mais comuns dessa flor, também é conhecida como ‘‘erva-da-trindade’’, em homenagem a Santíssima Trindade.
  Dedicado à deusa Minerva, o amor-perfeito é o símbolo da glorificação do trabalho mas também está associado ao amor romântico, duradouro, amor para toda a vida. De origem européia, ele também é conhecido como ‘‘viola tricolor’’ e representa recordação, reflexão. Em francês, anuncia ‘‘le pansée’’, o pensamento, o pedido de retorno, a força de atração que o pensamento exerce sobre as coisas, o amor.
  Mas não é só o amor que ele inspira.
A empresa gaúcha de sementes, a Isla, coloca as flores do amor-perfeito entre as que podem ser utilizadas na alimentação.
E sugere até a receita de uma salada com tomates, queijo mussarela, mostarda, cebolinha, vinagre e azeite.
  Outro conhecido site, o Wikipédia, traz informações sobre as potencialidades curativas da flor. Os atenienses, por exemplo, a utilizavam para moderar a ira, ou ainda uma guirlanda de flores de amor-perfeito para prevenir dores de cabeça e enjôos. Outras indicações o colocam no tratamento de doenças do sangue, pele, cabelo, entre outras. Mas, como sempre sugere o dr. Rui, na coluna Plantas Medicinais, é preciso cautela e muita informação para esse tipo de utilização.
  Então, para ter um jardim florido vale a orientação de que o amor-perfeito gosta de terra bastante fértil, sempre úmida, não deve ser exposto ao sol forte e se dá melhor em regiões frias.

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