SUA MAJESTADE A PLANTA
Torrado, com sal, chocolate e açúcar, nas paçoquinhas, incorporado à canjica, no bolo, tortas, musses, na versão da cozinha chinesa, como parte do frango xadrez.... Enfim, o amendoim combina com tudo! A cultura popular credita a ele até mesmo propriedades afrodisíacas.
O amendoim é planta originária da América do Sul, tendo como provável centro de origem a região de Gran Chaco, incluindo os vales do Rio Paraná e Paraguai. A difusão do amendoim iniciou-se com os indígenas para as diversas regiões da América Latina, América Central e México. No século XVIII foi introduzido na Europa. No século XIX difundiu-se do Brasil para a África e do Peru para as Filipinas, China, Japão e Índia.
Segundo a indústria, o consumo per capita do brasileiro gira em torno de 800 gramas de amendoim por ano. Um terço desde consumo se concentra nos meses de junho a agosto, estimulado pelo clima frio e pelas festas juninas. Mas vale lembrar que toda esta delícia tem um custo alto, especialmente para quem quer se manter extremamente em boa forma: o amendoim contém carboidratos, sais minerais e vitaminas, constituindo-se num alimento altamente energético (cada 100 gramas corresponde a 585 calorias).
A produção no estado, atualmente, é tímida - entre 4 mil a 4,5 mil hectares, concentrada nas regiões norte e noroeste. Mas ele já ocupou lugar de destaque na economia do Paraná, estimulando até mesmo a pesquisa. O Iapar chegou a lançar uma variedade adaptada ao nosso solo e clima. A liderança da produção cabe agora ao estado de São Paulo.
Mas, além da indústria alimentícia e farmacêutica, o amendoim está voltando em cena como opção para a produção do biodiesel. E o plantio deverá ser estimulado especialmente nos programas de biocombustíveis voltados à agricultura familiar. Cultivares produzidas pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC) garantem 56% de teor de óleo, num rendimento médio de 4 mil quilos por hectare.





