A mamona ganhou ares de ''lady'', depois que entrou na lista dos mais eficientes produtos para a geração de energia limpa, sendo base para a produção do biodiesel. Mas, puxando um pouco pela memória, lá pela década de 1970, ela já ocupou espaço nas lavouras do Paraná. A utilização também era para a produção de óleo (só não perguntem para que fim pois será necessário 'forçar' demais as recordações).
Mas a parte mais divertida dessa cultura, nos leva à infância onde as sementes eram uma importante munição para os estilingues, usados tanto para matar pombos quanto para as típicas guerrinhas de criança. Ah! Tá aí mais uma nobre utilidade para a cultura que começa a tomar espaço nos campos de todo o País (que nos perdoem os ambientalistas e as ''amargosas'' que invadem o centro de Londrina).
Retomando as informações científicas, a mamona (Ricinus communis L.) vem da família das euforbiáceas, e é também conhecida no Nordeste brasileiro como carrapateira, e na língua inglesa como castor bean.
O seu principal produto derivado é o óleo de mamona, também chamado óleo de rícino. Possui diversos usos na medicina popular, como purgativo e mesmo em aplicações atuais e tecnológicas, pois o óleo mantém sua viscosidade em uma ampla faixa de temperaturas.
A semente é tóxica devido principalmente a uma proteína, a ricina, que é mortal mesmo em pequenas doses (olha só o risco que o nosso governador correu!).
Além do óleo é possível aproveitar a torta de mamona - o mais tradicional e importante subproduto da cadeia produtiva da semente -, usada como adubo orgânico de boa qualidade, eficiente na recuperação de terras esgotadas.
O programa federal de incentivo à produção do biodiesel coloca a mamona também como uma promessa para a agricultura familiar.

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