''Paineira velha abandonada/ Lá na estrada de meu sertão/ Tens uma história de meu passado/ Que está guardada no coração...'' Assim começa a canção ''Paineira Velha'', da memorável dupla Tonico e Tinoco. A árvore, suas belas flores e a pluma devem levar ao passado também muitas outras pessoas. Em Buenos Aires, ela integra a paisagem concedendo sombra e beleza a muitas ruas e praças.
Aqui, conforme o pesquisador Eduardo Luís Martins Catharino, do Instituto de Botânica de São Paulo, a paineira é uma das mais típicas árvores das florestas secas do interior do Brasil. Normalmente, começa a florir e perder suas folhas a partir de dezembro, estando completamente sem folhas em abril e maio. Neste período, começa a abrir seus frutos e dispersar suas sementes envoltas na pluma e levadas pelo vento.
Para quem morou na zona rural, sobra ainda a lembrança dos travesseiros, colchões e acolchoados, preenchidos com a paina. Maciez total!
O pesquisador paulista ensina: ''A semente é de fácil germinação, pedindo o plantio em canteiros de pleno sol e regas abundantes''.

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