É tempo de caqui. As gôndolas das quitandas e supermercados estão cheias de frutos amarelos meios esverdeados. Outros, bem vermelhinhos. O caqui entrou no Brasil pelas mãos dos japoneses - diz a literatura - e se ambientou muito bem em nosso clima e solo. Uma árvore bonita que, nesta época do ano costuma perder as folhas expondo melhor os frutos maduros. Bem maduros mas, como diz o vendedor, às vezes, a ainda, meio ‘‘amarrento’’, precisando ser curtido. Nesta altura é que entra a dificuldade: nem todos sabem fazer. O melhor mesmo é optar por variedades que não dependam de curtimento, basta escolher os que estão bem maduros, ou o caqui mole, como dizem os apreciadores, sem a preocupação de conhecer a genética da planta. Aliás, a literatura diz: ‘‘Por ser muito adstringente quando verde, só deve ser consumido bem maduro. Mas, que isto não seja motivo para preterir uma fruta tão saborosa. O caqui é rico em sais minerais e vitaminas. E não é só isso: se não bastasse a doçura dassa fruta abençoada, tem o lado medicinal. Como dizem os mais velhos, é bom para curar acidez estomacal, dores e câimbras. Mais do que isso, o caqui é conveniente para os desnutridos, os anêmicos e descalcificados. Presta-se também em casos de enfermidades das vias respiratórias, catarros da bexiga e transtornos intestinais. Precisa mais? A literatura (site www.plantaservas.hpg.ig.com.br) diz também que há algumas variedades de caqui que não têm sementes. O caqui chocolate, com polpa escura é mais firme. Em geral, o caqui é consumido ao natural, mas também pode ser usado na preparação de vários tipos de doces.
Sobre caqui há mais informações e utilidades. Então, ao ver um pé de caqui, no quintal da periferia, na chácara, no sítio ou na beira da estrada, olha bem para ele, pratique o ensinamento da filosofia Seicho-No-Iê e solte a voz: Caquizeiro! Muito obrigado!

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