Laranja Pêra, Pera Rio, Laranja Bahia, Laranja Murcha, a recém-recomendada pelo Iapar, Laranja Lisa, Laranja Rosa...a Laranja Lima, homenageada por José Mauro Vasconcelos (''Meu pé de...). Quantos tipos de laranja você já saboreou?.

O Paraná tem uma história interessante envolvendo laranjas. Começou assim: uma política equivocada de controle ao câncro cítrico (Xanthomonas Citrii) decidiu que os pomares de São Paulo e Paraná seriam eliminados, para combater a bactéria. Pura mentira: era para atender interesses do Estado de São Paulo. A doença existia sim mas não era tão avassaladora. Faz muito tempo; foi no início dos anos 60. A pretexto de controlar a doença, eliminaram árvores sadias, pomares que produziam para o consumo das famílias.

Mas para lavar a alma dos parananeses, o Iapar, nos anos 70/80 passou a pesquisar o controle da doença, sem destruir a árvore. E o governo da época, apostando na ciência, rompeu com a campanha nacional. (Naquele tempo os governos tomavam decisões amparados em pareceres técnicos, eram mais sérios, certo?).

Graça àquela decisão, hoje o Paraná tem variedades próprias que atendem a demanda de indústrias de sucos, como a indústria da Corol, de Rolândia e uma outra indústria em Paranavaí. Houve essa evolução histórica. Mas até chegar a este ponto, o Paraná perdeu as variedades crioulas, que nem tinham nome, apenas eram frutas saborosas, de árvores encorpadas, portentosas, vigorosas, viçosas...

Mas falemos de laranjas, que é muito mais que vitamina C. Depois vieram outras fontes, talvez mais eficientes. Mas laranja é laranja, é a fruta. Laranja madura todos querem, já cantava Ataulfo Alves: Laranja madura...na beira da estrada, está bichada, ô Zé, ou tem marimbondo no pé...

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