SUA MAJESTADE A PLANTA - Yes, nós temos bananas
Sempre preocupado em deixar limpo e preservado o lugar onde mora, o autônomo José Rubin de Almeida, de 63 anos, juntou os conhecimentos de muitos anos dedicados à lavoura com o desejo de cuidar de um terreno ao lado de sua casa. Quando mudou para a Rua Narciso Spoladore, no Jardim Maria do Carmo, zona Norte de Londrina, há cinco anos, retirou lixo e entulhos do terreno, e plantou banana nanica, couve e algumas plantas medicinais, depois de pedir autorização, pois á area pertence ao município. ''Na época ainda dava para plantar bananeira, hoje a lei não permite mais'', explica. O produtor teve também o cuidado de murar o terreno e fazer a calçada.
A produção de Rubin abastece a despensa e geladeira de toda a rua. As bananeiras, que se multiplicaram, algumas alcançando quase quatro metros de altura, fornecem uma colheita generosa o tempo inteiro. Mas este ano, uma delas surpreendeu e deu um cacho que pelos cálculos do morador, tem 1,50 metro de altura e pesa cerca de 90 quilos. Para carregá-lo foram necessários três adultos.
Rubin afirma que as plantas não exigem cuidados além dos normais para a cultura. ''Faço capinas e deixo tudo certinho. Mas as pessoas perguntam qual o meu segredo. Não tem nenhum, acho que a terra é boa mesmo'', diz. As bananeiras são mesmo especiais: cada uma delas produz de oito a dez pencas por ano.
As bananas alimentam muita gente: são consumidas in natura ou se transformam num saboroso doce. Verde dá uma bela e nutritiva mistura para o almoço, refogada com cebola, alho, sal e um pouco de pimenta do reino, depois de cozida na água ainda com a casca. (Raquel de Carvalho)





