Quem passa pelo ''Tapetão'' enche os olhos com a beleza de um vasto campo amarelo intenso. Em meio ao fluxo apressado da rodovia General Milton Tavares de Souza, entre Barão Geraldo e Campinas (SP), a paisagem é capaz de roubar a atenção dos mais apressados, mas poucos sabem o nome da planta ali cultivada. Trata-se da crotalaria juncea, popularmente conhecida como crotalaria, plantada na fazenda Santa Elisa, do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas.
Não bastasse encantar a população, essa espécie de leguminosa conquista também agricultores por ser importante adubo verde, capaz de fixar nitrogênio no solo melhorando-o. Esse nitrogênio fixado no solo é aproveitado pela cultura plantada após a crotalaria. A rotação de cultura, como é chamado esse sistema, é muito usada com a cana-de-açúcar, que é colhida em novembro/dezembro para então dar lugar à adubação verde. A raiz da crotalaria hospeda uma bactéria, chamada rhizobium, que absorve o nitrogênio disponível na atmosfera e o disponibiliza ao solo. ''As plantas não conseguem, por conta própria, absorver o nitrogênio disponível na atmosfera, apesar de este ser o elemento com maior presença'', explica o pesquisador voluntário do IAC, Luiz Fernandes Razera.
''Além de fixar nitrogênio no solo, por ser alta, a crotalaria reduz a ocorrência de matos e plantas daninhas, o que também beneficia a cultura seguinte'', explica o pesquisador voluntário do IAC, Luiz Fernandes Razera. Outro uso da planta é na indústria de papel, as varetas da crotalaria são usadas para produção de papel fino, utilizado na indústria de cigarro, por exemplo. (Carla Gomes/Imprensa IAC

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