Startups
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sexta-feira, 25 de agosto de 2017
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
A caminhada do agronegócio sempre esteve diretamente ligada a inovação. Os índices de produtividade e a qualidade alcançados atualmente nas mais diferentes culturas e atividades no campo atingiram tais patamares devido a evolução tecnológica das últimas décadas. A novidade é que atualmente esse ambiente de desenvolvimento não se limita apenas aos grandes players e instituições do setor, que investem milhões em pesquisa e desenvolvimento. Toda a dinâmica e força do agronegócio brasileiro faz com que muitos empreendedores inclusive de pequeno porte desenvolvam projetos promissores (e rentáveis) para a área.
No formato de startups, que ingressam em incubadoras e aceleradoras de projetos, estão sendo criadas as mais surpreendentes tecnologias, muitas delas ligadas a agricultura de precisão, automação, controle biológico e de microclimas, mapeamento de áreas, plataformas de gestão de negócios, inteligência artificial, biotecnologia, entre diversos outros softwares e hardwares. Nada escapa do radar dos empreendedores. O mais interessante é que Londrina, nos últimos dois anos, criou aqui um ambiente ou termo mais correto, um "ecossistema" - perfeito para esse tipo de trabalho, com diversas ações pensadas e desenvolvidas por entidades locais (veja o box).
Os números do Sebrae mostram a força do agronegócio entre as startups aqui da região. Das 302 que a entidade atendeu e monitora na região Norte, 52 são ligadas ao agronegócio, ou seja 17,2% do total. Vale dizer que no Estado atualmente o Sebrae já atua com 953 empresas que iniciam nesse formato, em todos os segmentos.
Para o gerente de agronegócios do Sebrae Nacional, Augusto Togni, o movimento de "agtech" (startups voltadas para o agronegócio) vem crescendo muito, sendo as primeiras incursões mais fortes a partir de 2012/2013. "O Sebrae vem acompanhando esse movimento há algum tempo, e este ano iniciou uma estratégia voltada especificamente para este público. Cada vez mais iniciativas estão sendo criadas e grandes players do mercado estão entrando no cenário em prol da tecnologia".
Obviamente, a representatividade do mercado dentro do PIB nacional também faz com que essa efervescência seja significativa, associado a, digamos, um novo perfil dos agricultores. "As novas gerações de agricultores também têm impulsionado essa demanda e, por outro lado, desenvolvendo e ofertando soluções tecnológicas baseados nos problemas identificados no dia a dia do campo".
Togni complementa salientando que as startups já tem papel fundamental no mundo rural. "Aproximar o homem do campo da tecnologia, buscando produtos eficientes, competitivos e escaláveis. As startups trazem a inovação direto para o campo brasileiro, refletindo em mais produtividade, gestão e controle na atividade agropecuária".


