A responsável técnica pelo Setor de Animais da Sociedade Rural do Paraná, Neusa Soni Janus Assad, rebate as declarações do diretor do Hospital Veterinário. Segundo ela, há mais de 10 anos foi instituido o regime de turnos na Exposição de Londrina, que é necessário para acomodar com conforto toda a população animal que passa pelo Parque Ney Braga durante o período da Exposição, cerca de 13 mil sendo cinco mil de elite. Neste ano, o primeiro turno vai até o dia 10, quando os animais são retirados do parque e substituidos pelos que vão participar do segundo. ''Além da impossibilidade de acomodar todos os animais de uma só vez, há também o problema de estresse dos animais. Seria tortura mantê-los aqui pelo período integral'', explica.
De acordo com ela, todo proprietário cujos animais vão participar da feira tem que apresentar os certificados, comprovando que cumpriu as exigências sanitárias do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab). ''Fiscais destes órgãos ficam na Recepção de Animais e só deixam entrar no parque os animais que estiverem com tudo em ordem'', explica. Além disso, Neusa diz que, em sua equipe, há também veterinários contratados especificamente para dar atendimento a qualquer problema que surja. ''Um relatório diário é passado para mim'', afirma.
Segundo Neusa, a SRP é a única promotora de eventos do tipo que fornece silagem de milho para alimentação dos animais, enquanto o proprietário é responsável apenas pelo concentrado. ''Nenhuma outra feira agropecuária faz isso'', garante. Além disso, a água oferecida aos animais também é abundante e tratada, ''água da Sanepar'', afirma.
Quanto a questão dos tratadores, Neusa diz que isso depende apenas do proprietário do animal, porém a SRP exige alguns critérios. ''Por exemplo, nós limitamos o número de animais que cada pecuarista pode inscrever de acordo com a raça. O bom senso determina que um tratador cuide de, no máximo, cinco animais'', explica.
Sobre os horários do julgamento, Neusa diz que os jurados sofrem mais com o sol que os próprios animais, acostumados a ficar em pastos. ''O problema é que são muitos animais para julgamentos e temos um cronograma a cumprir'', explica.

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