SRP defende apoio financeiro do governo
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quarta-feira, 01 de abril de 2009
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
No centro das discussões e debates da 49ªExposição Agropecuária e Industrial de Londrina está o meio ambiente. Com o tema Produzir e Preservar o evento começa hoje e pretende envolver ambientalistas e agropecuaristas e tentar encontrar soluções para uma produção mais eficiente e menos prejudicial ao meio ambiente. Nesse sentido, o ponto principal que estará em debate é a implantação do Código Florestal.
O Código Florestal tem uma importância muito grande mas não pode ser reduzido a uma questão política ou ideológica, precisa ser analisado com uma dimensão social, afirma Alexandre Kireeff, presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), entidade que organiza a feira. Kireeff observa que a SRP entende que a produção de alimentos tem a mesma importância da preservação ambiental. Ambos são pré-requisitos para a nossa permanência na terra, considera.
Ainda acrescenta que não se pode priorizar um em detrimento do outro. É por isso que fazemos questão de discutir o assunto, trazê-lo à reflexão e lembrar que quando se produz alimentos também preserva-se a vida, empregos, rendas e uma série de outras questões, garante.
A Sociedade Rural, pontua Kireeff, entende que dentro do que já está sendo discutido é evidente a necessidade de se preservar as matas ciliares, por exemplo. No entanto, acredita que a lei precisa de especificidades, para que um cuidado ambiental não comprometa a produção de alimentos.
Do que jeito que está, a atual legislação não dá para ser aplicada, pondera Kireef. Ele sugere, por exemplo, a diferenciação das áreas vocacionadas para a produção de alimentos e aquelas vocacionadas para preservação ambiental. É fundamental garantir a produção onde ela já está estabelecida e preservar onde isso não ocorra. As mudanças, segundo ele, são possíveis mas é um desafio para a sociedade.
Conforme Kireeff, existem produtores que estão absolutamente regulares. Mas outros ainda precisam se adequar à nova lesgislação. Um dos empecilhos para que isso ocorra, problema que foi apontado pela SRP e uma preocupação geral dos produtores, é a falta de recursos para bancar a adequação.
O processo de recomposição leva anos, é caro, não é só plantar e virar as costas. É um processo de cultivo florestal, pontua Kireeff, afirmando que o Estado precisa intervir nesse sentido e viabilizar o processo economicamente, senão vai ficar no papel. E o governo, segundo ele, não tem acenado no sentido de ajudar financeiramente.
Dentro das questões que envolvem produção e preservação, a Rural vai realizar uma série de eventos técnicos e palestras, entre elas o 1º Encontro Regional de Agroecologia, que pretende apresentar técnicas de cultivo agroecológico e o 7º Encontro de Olericulturas, com palestras sobre produtos florestais, alternativas de integração e o mercado de madeira.


