''Sozinho não se vai a lugar nenhum''
O presidente da Agepagro, o produtor Laertes de Oliveira, trocou definitivamente o cultivo de milho e feijão pela criação de gado leiteiro. Na propriedade de seis alqueires, o rebanho foi aumentado com recursos do Pronaf. As 20 vacas lhe rendem uma produção de 120 litros/dia, que elevaram a renda mensal para R$ 1 mil. ''Esse era meu ganho anual e nunca conseguia pagar as contas do custo de produção'', revela. O criador prevê também o aumento da produção leiteira com o melhoramento genético de seis bezerras através da inseminação artifical oferecido pela prefeitura.
Laertes investiu na construção de um pequeno curral, comprou uma ordenha mecânica e os investimentos não param por aí. Ele está construindo uma nova sala de ordenha. As melhorias na casa onde mora com a esposa Adélia, Laerte limitou-se a alguns ''arranjos'' emergenciais. ''Tem que melhorar primeiro onde se ganha dinheiro'' diz. ''A casa nova fica para o ano que vem'', completa. Ele faz questão de frisar que a ordenha dos animais é responsabilidade de Adélia, que tem até um atendimento ''personalizado'' aos animais. As vacas são chamadas pelo nome e respeitam a ordem de entrada no curral.
O criador admite que a situação melhorou a partir do associativismo e é através dele que espera um crescimento ainda maior. ''Todo mundo tem medo de trabalhar em conjunto. Falta confiança. Mas sozinho não se vai a lugar nenhum'', garante Laertes.





