Cláudia Barberato
De Londrina
Os exames de sorologia nos rebanhos bovídeos dos Estados do Circuito Pecuário Centro-Oeste, no qual está incluído o Paraná, começarão oficialmente segunda-feira, dia 2. O secretário nacional de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura e Abastecimento, Luís Carlos Oliveira, fará o lançamento da campanha no Paraná.
O Ministério da Agricultura determinou o fechamento de fronteiras interestaduais entre Estados, áreas que reivindicam ser classificadas como livres daquela doença, e as zonas consideradas tampões.
A sorologia servirá para detectar a ausência do vírus da febre aftosa no rebanho de bovinos e bubalinos também no Estado de São Paulo, parte de Minas Gerais, parte de Goiás e o Distrito Federal, que formam o Circuito Centro-Oeste.
O objetivo é conseguir o reconhecimento internacional de área livre de aftosa e conquistar novos mercados, para exportar a carne bovina brasileira.
Estados como o Mato Grosso do Sul, que registrou caso de aftosa recentemente, as ilhas do Rio Paraná, região Norte do Mato Grosso, partes de Minas Gerais e de Goiás, foram consideradas áreas tampões, que não estão ainda aptas para obter o reconhecimento internacional de zona livre.
ImpactoNo Paraná serão colhidas 5.800 amostras em 208 propriedades, localizadas em 100 municípios. As propriedades e os municípios foram escolhidos por sorteio, realizado por uma equipe de consultores contratados pelo Ministério da Agricultura, e os nomes das propriedades não serão divulgados.
De acordo com analistas, o maior impacto do fechamento das fronteiras deverá ser no Mato Grosso do Sul. Os pecuaristas daquele Estado vendem por ano cerca de 1,2 milhão de bovinos para cria, recria e engorda, principalmente para o mercado de São Paulo, calculado em R$30 milhões/ano.
Para diminuir prejuízos, o Ministério da Agricultura deverá permitir o trânsito de animais das zonas tampões, na qual está incluído o Mato Grosso do Sul, apenas para o abate em frigoríficos com inspeção federal.
No Paraná o impacto deverá ser maior na área de venda de animais em leilões ou para a participação em feiras ou exposições agropecuárias. O Estado tem uma produção interna de carne considerada suficiente para atender a demanda da indústria frigorífica.

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