O desenvolvimento real não é possível, sem uma população sadia. Por isso, os governos de toda a Terra devem construir infra-estruturas básicas de saúde, diz a Organização das Nações Unidas na ‘‘Agenda 21’’ .
Existem barreiras de todo tipo, criadas ou impostas pelas nações ricas aos parceiros pobres ou em desenvolvimento. Por isso, a ONU adotou, em 14 de junho de 1992, barreiras contra esses obstáculos. Participação da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento.
A Agenda 21, que discute a remoção de todo tipo de barreira, aparecia em princípio, como um instrumento destinado a liberar o Homem até o ano 2000. Ela vai mais longe, penetrando no Século 21, podendo estender-se até 2005, chegar a 2015 ou até tirar conclusões definitivas como o envolvimento de todo ser humano diante de assuntos como o destino dos lixos comuns e nucleares.
Não é coisa fácil. A Agenda 21 preocupa-se com tudo, a partir do desenvolvimento sustentável e ambientalmente saudável em todos os países. É a globalização nos seus diversos aspectos, desde a organização das forças de produção - o homem rural em seu meio e o empresário urbano.
Quando entra neste século, a Agenda 21, preocupa-se com o domínio da atividade econômica e das barreiras burocráticas, incluindo a preocupação sobre subvenções e padrões de consumo. Ao fundo, a pobreza que pode causar tensão ambiental. Trata, ainda, de novos conceitos de riqueza e prosperidade.
Em 12 de outubro de 2000, a Terra chegou a uma população de 6 bilhões de pessoas. O crescimento, disse a ONU, continuaria ao ritmo de 178 milhões de pessoas por ano, com o risco de esgotamento dos recursos naturais e contaminação ambiental.
Existe no mundo todo, e precisa ser controlada, a questão do lixo tóxico, que entre outras fontes, pode ser o polêmico tema ‘‘resíduos atômicos’’ (exemplo: o caso da Mir, estação espacial russa destruída no espaço, por ter atingido seu tempo de vida útil); as usinas nucleares e seus depósitos perigosos para a eternidade; as próprias usinas que chegam ‘‘a senilidade’’; o contrabando de material radioativo, para nações ou grupos terroristas que formam seus próprios arsenais nucleares. E, o que é pior, contrabandistas de sobras nucleares da guerra fria estão vendendo armamentos montados, um arsenal já pronto, para as nações vizinhas da antiga União Soviética.
Declaração da ONU sobre a A21: Todos os países, especialmente as nações desenvolvidas, devem se esforçar para promover padrões sustentáveis de consumo, para que os países em desenvolvimento evitem níveis ambientalmente perigosos.
Devem ser determinados novos conceitos de riqueza e prosperidade. O crescimento da população mundial e da produção, combinado com padrões insustentáveis de consumo; ameaça de manter a crescente capacidade do Planeta, afetando o uso do solo e da água, do ar, da energia e de outros recursos.
Também são tratados os assentamentos do homem rural; métodos administrativos - combate à migração para as grandes cidades; nutrição sustentável; diversidade biológica; salvaguardar os recursos oceânicos; proteger e administrar os recursos de água doce (evitar mudanças climáticas globais); prazo final para todos os países do mundo limparem seus lixos.
Administração de rejeitos radioativos, para evitar o perigo do crescente volume de lixo nuclear - deve ser fornecida cooperação internacional, para assegurar que os rejeitos nucleares sejam manuseados, estocados e dispostos de uma forma ambientalmente saudável.
O lixo radioativo mais perigoso é o lixo de alto nível, gerado no ciclo do combustível nuclear, e o combustível nuclear gasto. No entanto, para a ONU, a consequência mais evidente do aumento da população da Terra, nos próximos anos, será colocar em risco os recursos naturais em escassez de alimentos, desflorestamento, contaminação da atmosfera e escassez de água. ‘‘O uso dos recursos – diz a ONU – não é equilibraado, pois os cinco países mais ricos do mundo consomem 66 vezes mais do que as cinco nações mais pobres.’’
Por tudo isso, já se pode imaginar, se não forem alteradas as distorções de hoje: bilhões de homens, mulheres e crianças do Terceiro Mundo (Hemisfério Sul), famintos e sedentos, percorrendo no caos extensões estéreis, mortas e secas. Uma multidão ao sol, fazendo sua própria sombra nas praias do mundo.
O autor é editor da Folha Rural.

mockup