Solução pode estar nas cooperativas
Arnaldo Cortez, presidente da Associação Paranaense de Avicultura (Apavi), destaca que uma das soluções para não deixar os produtores vulneráveis aos preços fixados pelo mercado seria a criação de cooperativas. ''Hoje o mercado paranaense é independente, isso não viabiliza o processo, principalmente na hora de negociar preços. O cooperativismo é o futuro'', salienta.
No entanto, Cortez explica que o sistema cooperativista só não foi criado porque há uma certa resistência por parte do avicultor. O presidente salienta que o produtor se prende à sua empresa e não abre espaço para parcerias. ''O nosso criador não quer se desfazer de sua marca para se associar a uma cooperativa'', elucida.
No sistema cooperativista, uma das vantagens que o presidente da Apavi destaca é a queda da concorrência. ''Hoje, o principal fator que deprecia o mercado é a disputa de preços'', analisa. Cortez destaca que os preços são taxados pelos supermercados. Com uma cooperativa, na opinião dele, o produtor terá mais força de negociação.
''O Paraná tem três granjas aptas a exportação. Por meio da união, é possível firmar o negócio'', salienta o presidente. Na região de Medianeira, Oeste do do Estado, existe a única cooperativa que integra produtores paranaenses de ovos. A Lar possui atualmente 50 associados. Somente neste ano, a produção estimada da empresa deve ser de 190 mil caixas, cerca de 3 mil a mais do que no ano passado.
Giovani Gaio, gestor de vendas da cooperativa, revela que a integração com produtores de ovos trazem benefícios mútuos. ''Para o produtor, é garantia de venda a um preço justo de mercado. Para a cooperativa, é uma fonte de renda a mais'', explica. Gaio completa que a cooperativa oferece todo o suporte necessário que o produtor necessita.
Os ovos produzidos pelos cooperados são vendidos no mercado com a própria marca da Lar. Com esse trabalho, afirma Gaio, ambos saem ganhando. O presidente da Apavi completa que mesmo que o produtor independente veja os bons resultados do cooperativismo, ele ainda não se sensibiliza. (R.M.)





