As primeiras solturas de vespinhas, predador natural do percevejo da soja, foram realizadas nas duas últimas semanas nas lavouras localizadas na microbacia do Rio do Campo, em Campo Mourão. A primeira soltura de 150 mil vespas Trissolcus basalis foi feita na última semana do ano com a continuidade do trabalho para os próximos dias.
O controle biológico de pragas é apenas uma das ações do projeto de Qualidade do Ambiente Produtivo Rural que já é desenvolvido há mais de 20 anos na área cortada pelo manancial que fornece 80 por cento da água consumida em Campo Mourão. A soltura acontece sempre em pontos estratégicos da microbacia de 7.076 hectares e as vespinhas são produzidas no Laboratório Comunitário que funciona desde 1994 no patrimônio rural de Alto Alegre, localizado na própria microbacia.
Preservação
O trabalho de recuperação e preservação ambiental realizado na área é considerado modelo a nível nacional e já foi visitado inclusive por vários especialistas de outros países. Entre as ações inovadoras introduzidas nos últimos anos está o monitoramento semanal das lavouras, onde alunos do Colégio Agrícola verificam o grau de infestação de percevejo, lagarta e do tamanduá da soja ao longo de praticamente toda a safra. É a partir das informações coletadas que é definido o momento da liberação da vespinha.
O monitoramento das lavouras também norteia as cooperativas, empresas de assistência técnica e firmas de revenda de defensivos agrícolas da cidade na definição dos melhores produtos a serem utilizado pelo produtor. Na área são utilizados quase que exclusivamente produtos fisiológicos e biológicos no combate de pragas.
Entre as principais vantagens do controle biológico estão a redução nos custos de produção da safra, além de evitar a contaminação do meio ambiente, a quebra do equilíbrio biológico e as intoxicações humanas provocadas por agrotóxicos. Com o controle biológico desenvolvido na microbacia também é assegurada a qualidade da água que a Sanepar distribui na cidade.

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