Para o engenheiro agrônomo Renzo Gorreta Hugo, consultor em fruticultura e agricultura orgânica, o principal custo das lavouras de maçã está na implantação. O Norte do Paraná não produz mudas, por isso elas precisam ser trazidas de outras áreas produtoras. Ele foi um dos responsáveis pelo aumento dos pomares da fruta na região e presta consultoria técnica aos produtores. Renzo trouxe mudas de um viveiro da cidade de Fraiburgo (SC). Com freqüência, ele realiza reuniões de treinamento para o grupo.
  Pelos cálculos de Renzo, os custos de um hectare de maçã variam entre R$ 8 mil e R$ 10 mil incluindo as despesas com as mudas, preparo de solo, e condução da lavoura. ‘‘As mudas são o ítem mais caro variando de R$ 3,50 a R$ 6, dependendo do porte’’, diz. O tamanho da muda influencia também no início da produção do pomar. ‘‘Há plantas que produzem com um ano e meio’’. A recomendação, entretanto, é para não deixar uma sobrecarga de frutos em plantas pequenas.
  O manejo da cultura, segundo ele é mais barato. Entre as práticas conservacionistas, Renzo destaca procedimentos comuns da agricultura orgânica, como a permanência de vegetação entre as linhas, com a realização apenas de roçadas. ‘‘A cobertura morta mantém a umidade, a temperatura da raiz da macieira e ainda promove uma melhora microbiológica do solo - o equilíbrio do ecossistema. Solos sadios são a garantia de plantas sadias’’, reforça.
  A produtividade média da maçã eva no Norte do Estado, é de 30 quilos/planta. ‘‘Como o cultivo padrão determina mil plantas por hectare, a produção seria de 30 mil quilos, um rendimento excelente’’, garante. Renzo cita ainda que há muita demanda em potencial. ‘‘A atual produção de maçãs fica restrita à região de Londrina. Há muito mercado em outras regiões consumidoras como São Paulo e Minas Gerais’’, lembra.
  O cultivo da maçã permite ainda o consórcio com outras culturas. Renzo tem uma área com 4,5 mil pés, conduzidas no sistema orgânico de cultivo, e plantadas em conjunto com abacaxi e feijão. (C.G.)

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